Já sentiram o efeito pós prova atuando em vocês? Para entendermos o efeito, vamos pensar em alguns de seus antecedentes: Semana de prova, estuda-se, desesperadamente, com o objetivo de absorver todo aquele conhecimento, que por um motivo qualquer, seja ele o mais justo ou o mais indigno, deixamos de lado durante um certo tempo (que varia de acordo com o grau de neuroticismo de cada um). Claro, deve-se relativizar a intensidade do desespero, já que estamos falando de uma variável, que não depende apenas da matéria que será estudada, mas do fato de existirem mais "n" matérias que se encontram na mesma situação. Aqui se inclui, também, aquele conteúdo que achávamos que sabíamos, mas que se revelou completamente desconhecido por nós.
Outro antecedente importante é o trânsito seguido da quantidade de pessoas por ônibus que você pega e o tempo que o ônibus, já com todos os espaços possíveis preenchidos, demora para aparecer em seu ponto. Trata-se de variáveis que podem e devem ser catalogadas como fatores antecedentes ao efeito de pós prova, portanto lembre-se deles! Existem ainda os fatores pessoais, afinal como um ser vivo que possui vida social ou não, você possui uma gama de problemas sejam familiares, afetivos ou mesmo com seus animais de estimação, que sempre surgem nessa hora crucial das avaliações. Com esses poucos fatores, já podemos visualizar um certo grau de...de...degradação? Não importa o nome que se dê! É visível que a situação "tá preta" e "cabeças vão rolar!".
O resultado é: um indivíduo agressivo, irritado, com fuga de idéias, interrupção do pensamento, sudorese, irritabilidade e níveis quatro (o mais alto) nas escalas psiquiátricas para pacientes piromaniacos, suicidas, homicidas. Nesse momento de extremo conflito inicia-se a prova. Nos minutos iniciais toda a tensão promove uma certa elevação no desespero. Começamos a pensar em todas as respostas que nos vêm à cabeça, mesmo de perguntas que não apareceram. Olhamos as folhas (TODAS) a procura de questões simples, respondemos tudo que nos é possível responder. Então, após tudo que podia e não podia ter sido feito, é feito inicia-se um certo abaixamento das situações críticas. Tal abaixamento torna-se uma linha contínua que irá decrescer até o momento de devolver a avaliação. Nesse período, a mente se recompõe, não há mais líquidos no corpo, logo não há sudorese, os músculos começam a diminuir sua retração. A irritabilidade é passado, as idéias estão claras e concisas e...o que é ônibus mesmo?
Ao sair da sala sobre tais circunstâncias o "efeito pós prova" que havia se iniciada dentro do local de teste chega ao seu ápice. O mundo tem mais cores, não temos mais o desejo de queimar ou mesmo matar ninguém. Pouco importa se nos saímos bem ou mal no teste que a pouco fizemos...o importante é que existe vida lá fora! Tudo está mais claro, tudo é tão feliz! Caminhamos com leveza e tranqüilidade, é um momento de extrema apreciação e prazer. É o "efeito pós prova".
De fato, ele não possui grande tempo de duração, geralmente, sobrevive aos 30 primeiros minutos do pós prova. Mas são tão gratificantes e prazerosos tais minutos que explicam o fato das pessoas continuarem a fazer insanas avaliações ou pelo menos são uma boa hipótese para tal subordinação.