segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"Crise crônico-compulsiva de final de ano"


O fim do ano letivo, pelo menos aqui em Minas, tem uma carinha especial. E não pense que que estou falando de pesquisas natalinas sobre o "bom velhinho" ou o nascimento de Cristo. Ah, não! O que nós temos aqui é um super acumulo de tarefas que deveriam ser feitas durante o período de aulas mas, que espantosamente (e bota espantosamente nisso) acabam sendo empurradas para as duas semanas finais! E não existe cronograma e nem professores (mesmo os mais obsessivos) que sejam capazes de evitar esse fenômeno e com isso, as resenhas críticas, os seminários, as palestras, as provas, os debates, os artigos, os questionários, os teatros, as apresentações e o sofrimento dos alunos se acumulam nos dias finais do ano letivo.

As conseqüências desse poder "sobressocial" (claro, já que não mais podemos falar de poderes sobrenaturais deterministas) são sintomatizadas nos pobres alunos que acabam sofrendo de "crise compulsivo-crônica de final de ano".


Imagino que agora você deve estar se perguntado, "eu tenho isso?" ou "quanto tempo de vida me resta?". Mas nada de pânico! Para início de conversa é preciso se fazer o diagnóstico. Este é, na maioria das vezes, certeiro e qualquer um pode identificá-lo com facilidade, basta observar os requisitos:



  • Ser estudante;
  • Cabelos despenteados;
  • Olhos vermelhos;
  • Olheiras;
  • Calos nos dedos;
  • Perda crônica das digitais (devido à intensa digitação de trabalhos);
  • Gripes constantes;
  • Crises de choro;
  • Desejo de explodir a escola, faculdade ou cursinho;
  • Agressividade acentuada (aqui se pode notar morder, chutar e socar os amigos, puxar os próprios cabelos e chutar a máquina de refrigerante);
  • E por fim "um desejo de morte", que culmina em famosas chacinas em escolas e universidades ou na automutilação com tesouras, canivetes e facas;

O tratamento é sempre baseado no princípio de férias e costuma levar de dois a três meses! Em geral, os pacientes progridem de forma satisfatória durante o primeiro semestre apresentando uma pequena recaída em e julho e voltam a repetir os sintomas de forma mais intensa em meados de dezembro. Ainda não se fala em tratamentos preventivos, pois não é uma doença que afeta o sistema econômico do país, tão pouco o sistema econômico das instituições envolvidas. Além disso. caso ocorresse a tentativa de uma prevenção ela envolveria a participação de alunos e professores que disponham de bom senso e cooperação, elementos escassos na atualidade. Resta desejar aos acometidos por essa doença uma ótima recuperação no período de que varia de 30 á 90 dias a partir de dezembro.


Boas férias para Vocês

3 comentários:

  1. Eu não tive nada disso não. Não mesmo. Adoro fim de ano. Adoro stress. Adoro pensamentos obssessivos de morte e vontade de matar.
    Eu sou feliz. Eu gosto de Psicologia Social =]

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  2. Cadê a mari que eu conhecia?

    Qro ela de volta, foi isso que esse período tão arduo fez com vc?

    amei a parte de pensamentos suicidas neste período, ainda atentados de auto mutilações com faca, tesoura ou pular do predio da facul.

    mas, gralas a Deus qye issoé fase, e depois sentimos falta disso, ninguém merece. ¬¬

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  3. A Tá...liga não! A Mari é uma mentirosa!!!!!
    Agora eu tô aqui repensando no título desse texto...acho que devia ser crise histérico-compulsiva...Olhe os sintomoas para você ver.

    Mas tanto faz...precisamos mesmo é de uma dosagem desrregulada de Férias. Quero férias tão longas que dê pra sentir falta das aulas!!!

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